Menu Principal


Inovação: como e por quê? PDF Imprimir E-mail

Algumas pessoas podem se sentir confortáveis trabalhando no setor público, em especial em órgãos tipicamente de Estado, como o Judiciário. Essa posição as tornaria imunes às mudanças rápidas enfrentadas pelo mundo contemporâneo, que facilmente deixa para trás empresas que não se atualizam. Esse cenário corresponde à realidade?

 

 

 

 

 

 



Paul Niven afirma em seu Balanced Scorecard step-by-step for government and non-profit agencies que, nos Estados Unidos, cerca de 50% das tarefas desempenhadas por servidores públicos podem ser fornecidas imediatamente pelo mercado, principalmente atividades acessórias. Outro ponto do autor em defesa da gestão estratégica — e da inovação — é atrair os cada vez mais escassos recursos públicos disponíveis e disputados por órgãos e setores diversos . Isso para não falar do compromisso de todo servidor em atender bem e com eficiência o público. Em outras palavras: razões para inovar, há muitas.

Inovar, portanto, permite às organizações preparar-se para o futuro. Para que isso ocorra de forma efetiva, é preciso que haja um responsável pela inovação, alguém que realmente promova uma cultura de novidades. “Sem um paladino da inovação, não importa quanto tempo ou dinheiro se jogue em uma iniciativa de inovação: ela não vai a lugar algum”, afirma o gestor de projetos da Thrivent Financial for Luterans (uma empresa das 500 maiores empresas segundo a Fortune) Paul Williams à revista norte-americana PM Network.

O papel do defensor da inovação é filtrar ideias promissoras e disseminá-las a uma audiência maior para melhor avaliação e aprimoramento. Essa responsabilidade, explica a revista, deve caber a alguém com poder de transformar interesse em ação e mobilizar recursos para unir uma equipe, um plano e uma estratégia para viabilizar a concretização do projeto.

Implementação

A revista acrescenta que ideias inovadoras não podem viver eternamente como abstrações. Daí a importância de unir aos visionários e defensores da inovação gestores de projetos com visão prática e aplicada. No entanto, a gestão de um projeto de inovação não é trivial.

“É ineficiente implementar métodos de gestão de projeto tradicionais quando não se conhece os resultados finais”, explica o gestor de projetos da Micron Technology Inc., John Maculley. Como não existem precedentes, é preciso usar ciclos de aprendizado e se apoiar em pontos de checagem frequentes para decidir sobre a sequência do projeto, ressalta Maculley. Ele também afirma que nesse tipo de projeto, o foco deve ser o prazo, para que o escopo e o orçamento se ajustem a ele.

 

 

 

Fonte: www.cnj.jus.br