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Comunicação Organizacional – Parte III PDF Imprimir E-mail

Por Luanna Matieli

COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL

Não há como falar de comunicação interna sem antes entender os conceitos iniciais de comunicação, bem como a forma com que ela é explorada no âmbito organizacional.

De acordo com Bordenave (2004, p.23 e 24), desde os primórdios da humanidade, o homem buscou associar sons e gestos às determinadas ações e objetos. E é neste contexto que surge a expressão signo, ou seja, algo que referencia outra idéia ou coisa. Por conseguinte, “a atribuição de significados a determinados signos é precisamente a base da comunicação em geral e da linguagem em particular”

As regras de combinação são necessárias pela seguinte razão: se o homem possui um repertório de signos, teoricamente poderia combiná-los de infinitos modos. Se cada pessoa combinasse seus signos a seu modo, seria muito difícil comunicar-se com os outros. Graças à gramática, o significado já não depende só dos signos, mas também da estrutura de sua apresentação. (BORDENAVE, 2004, p.24).

 

Com os passar dos tempos, a gramática tornou-se o invento de grande valia, tendo em vista que, através dela e de suas regras, os homens puderam organizar e combinar os signos através de uma apresentação mais estruturada e compreensiva. A partir daí, surge a linguagem.

Os homens aprenderam a distinguir modos diversos de usar a linguagem: modo indicativo, declarativo, interrogativo, imperativo, traduzindo as diferentes intenções dos interlocutores. Compreendeu-se que, na linguagem, algumas palavras tinham a função de indicar ação, outras de nomear coisas, outras de descrever qualidades ou estados das coisas etc. (BORDENAVE, 2004, p.25).

Bordenave (2004, p.26) ainda enfatiza que a linguagem oral, independente de contar ou não com o auxílio gestual, foi a “primeira forma organizada de comunicação”. Entretanto, afirma que esta sofre duas graves limitações: “a falta de permanência e falta de alcance”. A linguagem escrita, por sua vez, veio suprir tais carências, com o auxílio dos pergaminhos de couro, papiros e papéis.

Juntamente com a evolução da linguagem, desenvolveram-se os meios de comunicação. Uma das primeiras ferramentas formais de comunicação foi a tipografia, inventada por Gutenberg.

A partir da revolução tecnológica operada por Gutenberg, a escrita passou a ficar duradouramente fixada em letras de chumbo; as formas das letras já não evoluíram exclusivamente pela invenção, destreza e fluidez da mão do calígrafo, já não sofreram as mutações próprias do gesto humano de escrever (HEITLINGER, 2006).

Os papéis passaram a ser mais resistentes e, com isso, os livros outrora redigidos artesanalmente pelos monges amanuenses , puderam ser impressos em vários exemplares, com o auxílio das gráficas.

As ferramentas de comunicação a partir de então, entraram num ritmo acelerado de desenvolvimento: a fotografia, a mecânica, a química e a eletrônica, através das gráficas, proporcionaram abrangência e compreensão significativa da linguagem e dos ideais da humanidade. Mas o ápice da comunicação ainda estava por vir: a evolução tecnológica. A televisão, os computadores e a Internet possibilitaram ao homem ultrapassar as barreiras geográficas e culturais de maneira indiscutivelmente crescente e acelerada. Nunca, até então, as idéias e concepções haviam sido altamente propagadas, exploradas e debatidas num mesmo momento, para todo o planeta (Bordenave, 2004, p.29).

 

Fonte: www.cnj.jus.br