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Comunicação organizacional – Parte V PDF Imprimir E-mail

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Por Luanna Matieli

De acordo com Bekin (2004, p. 9) a comunicação interna é capaz de promover a “integração dos setores em função do objetivo final da empresa” e disseminar “por toda a organização a noção de cliente interno, o que implica na valorização do funcionário e da pessoa do funcionário”.

Segundo Tavares (2007, p.15), a comunicação interna, assim como qualquer outro setor na empresa, deve ser tratada de forma planejada. Dessa maneira, vários serão os fatores positivos resultantes:

 

• Motivação e integração dos funcionários, bem como de seus familiares.

• Desenvolvimento de um clima organizacional favorável entre os níveis hierárquico presentes na organização.

• Agilidade na tomada de decisão.

• Fomentar a proatividade dos recursos humanos.

• Manutenção da boa imagem da organização.

Não há mais como trabalhar somente a estrutura técnica, é preciso atuar na instância humana, ou seja, a estratégia de negócios não pode estar dissociada da estratégia das pessoas. É preciso construir relacionamentos. O segredo para esta conquista: processos de comunicação efetivos – comunicação aberta, intensa e transparente (MARCHIORI, 2001, p.211).

O envolvimento de todos os níveis hierárquicos, através de uma eficiente comunicação interpessoal, é requisito indispensável para o bom andamento dos processos organizacionais. De acordo com Gustavo Matos (2005), a ausência de diálogo, troca de opiniões e idéias é o grande precursor de ruídos na comunicação, prejudicando a boa execução das tarefas. É primordial que os gestores estejam sensíveis a ponto de identificar os ruídos e, através de um planejamento efetivo, equalizar o ambiente de trabalho, fomentando não apenas uma maior abertura ao diálogo, como também, novas ideais que venham aprimorar a atual gestão.

Fica evidente que a eficácia desse sucesso dependerá da atuação integrada de toda estrutura da empresa, desde o setor Administrativo, passando pelo Financeiro, Recursos Humanos e até mesmo o Marketing.

O marketing é entendido muitas vezes somente como vendas, propaganda ou mercado. No entanto, estas são apenas partes do processo. O marketing pode ser definido como um processo social e gerencial através do qual indivíduos e grupos obtêm aquilo que desejam e necessitam, criando e trocando produtos e valores uns com os outros. (KOTLER e ARMSTRONG, 1998, p.3).

O Endomarketing, genericamente chamado de marketing interno, busca a “integração das pessoas através de informações que despertem em cada uma delas, uma sensação de comprometimento, funcionando como um catalisador à consecução de metas” (BALDEZ, 2005, p.V). O marketing objetiva a atração e retenção de clientes, ao passo que o endomarketing visa atrair e reter funcionários, para que estes possam reter clientes.

O endomarketing são ações de marketing eticamente dirigidas ao público interno (funcionários) das organizações e empresas focadas no lucro, das organizações não lucrativas e governamentais e das do terceiro setor, observando condutas de responsabilidade comunitária e ambiental. (BEKIN, 2004, p.XVII).

Logo, não há como falar de comunicação interna sem falar de endomarketing. A correlação é obvia, uma vez que o endomarketing é uma ferramenta da comunicação.

 

Fonte: www.cnj.jus.br