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Passando por uma avaliação 360º PDF Imprimir E-mail

Por Sonia Jordão

Em conversas com diversas pessoas, percebi que minha experiência não era apenas interessante, mas, também, diferente.

 Sou engenheira e como tal bem objetiva. Há alguns anos, quando ouvi falar, pela primeira vez, em avaliação 360º resolvi me submeter a tal processo. Estava em busca de melhoria pessoal e achei que a experiência me ajudaria a crescer.

Trabalhava em uma empresa de pequeno pote, cerca de 50 profissionais, onde era gerente administrativa e comercial. Solicitei, então, a todos os funcionários que me avaliassem. Já existia na empresa avaliação de desempenho. A diferença é que todos eram avaliados por mim.

 

 

 

Para que escrevessem realmente o que pensavam, usei uma pequena urna onde colocariam seus comentários e depois o proprietário da empresa coletaria as informações. Era importante que eu não soubesse de quem eram os comentários.

Ao receber o resultado chorei copiosamente por mais de três horas. Acontece que só vi os defeitos e os problemas que escreveram. Os elogios, que por sinal foram mais numerosos que as críticas, só consegui enxergar vários dias depois.

Hoje, sei que foi uma das melhores experiências pelas quais passei, pois contribuiu muito para meu crescimento profissional e como pessoa. Contudo, mesmo eu me considerando uma pessoa muito forte, foi muito difícil.

Várias mudanças ocorreram em minha vida, principalmente, em minha forma de liderar. Deixei de ser uma líder do tipo autoritária, pois entendi que os jovens de hoje não mais aceitam esse tipo de liderança.

Na busca por melhorias fiz MBA em gestão de negócios, escrevi o livro A arte de liderar, mudei de cidade e deixei de trabalhar como funcionária para ser autônoma.

Dentre as lições que aprendi a que marcou mais profundamente foi o fato do ser humano, por mais que se ache forte e preparado, sempre achar que as pessoas ao seu redor não percebem seus defeitos. Então, surpreende-se ao descobrir que os outros o conhecem tão bem, ficando difícil que aceite críticas.

 

Fonte: www.conj.jus.br