Menu Principal


Por que as ações não devem ficar só no papel? PDF Imprimir E-mail


Por Patrícia Bispo para o RH.com.br *

Na vida pessoal, há situações que uma vez iniciadas devem ser concluídas. Caso contrário as consequências podem causar uma forte dor de cabeça. Apenas para dar um formato a essa afirmação, tomemos como base uma troca de telhas que ficou pela metade. Ou seja, parte do telhado está protegida e a outra vulnerável. Como o trabalho não for concluído, uma simples chuva pode causar problemas sérios para toda a casa e para quem nela vive. Semelhante à vida pessoal, nas organizações há fatos semelhantes como, por exemplo, um programa que foi amplamente divulgado para todos os profissionais. No entanto, apesar de ser uma boa proposta, só ficou no papel. Que sequelas um trabalho, inclusive proposto pela área de RH, não concluído pode provocar a uma empresa? Não são raros os casos de pesquisas de clima ou programas de desenvolvimento que no começo encantam os olhos dos profissionais, mas que com o passar do tempo são "esquecidos" por algum motivo? Vejamos algumas implicações que isso pode causar!

1 - Todo trabalho realizado requer profissionais para sua logística. Isso significa que as pessoas ocuparam parte do seu expediente, do seu valioso tempo para algo que no "frigir dos ovos" foi arquivado, esquecido. Que sentimento essas pessoas podem ter? No mínimo: "Poderia ter usado minhas horas para algo realmente valioso!".

2 - Quando os funcionários utilizam parte do tempo de suas atividades, para algo que ficará apenas no "papel", não são apenas eles que perdem. A empresa também, pois as horas são pagas para que as pessoas alcancem metas relevantes ao negócio. Aqui, cabe aquele velho ditado "Tempo é dinheiro!".

3 - Uma vez divulgada uma ação como, por exemplo, a realização de uma pesquisa de clima organizacional, espera-se que os resultados positivos apareçam. Mas, se os profissionais veem que o tempo que desprenderam foi "perdido" e os resultados não surgirão, dificilmente essas pessoas se engajarão a uma nova proposta da empresa. O que provavelmente virá à mente será: "Mais perda de tempo?".

4 - Ao divulgar uma proposta de proporcionará melhorias internas, geralmente os profissionais criam expectativas de que algo inovador e positivo irá ocorrer. Isso pode ganhar a formato de uma reforma no refeitório ou mesmo até a implantação de um benefício diferenciado. Mas, se depois de determinado período as mudanças propostas não vêm, o sentimento gerado pode culminar na conclusão de que a opinião dos profissionais não tem valor para a empresa, como parecia no início.

5 - Quando o profissional constata que tudo não passou do discurso, principalmente aqueles que almejam conquistas e que se motivam com os desafios talvez passem a observar com "carinho" as oportunidades que surgem no mercado. Isso impacta, por exemplo, nos percentuais de rotatividade - uma preocupação para organizações de qualquer segmento.

6 - Vale ressaltar que a aplicação de determinadas ferramentas como uma pesquisa de clima organizacional possibilitam que a empresa identifique os pontos fortes e fracos de sua gestão. Isso, por sua vez, permite que investimentos sejam feitos no "ponto certo" e com chances de retorno significativo.

7 - Se a proposta de uma empresa cai no descrédito, a imagem da empresa fica arranhada diante dos seus profissionais. Ou seja, uma vez perdida a confiança, a organização e a área de Recursos Humanos suarão muito para reconquistá-la junto aos colaboradores.

8 - Sem confiança dos funcionários não existe engajamento. E sem esse, pedir que as equipes vistam a camisa da empresa é utopia.

9 - Quando não conta com o engajamento dos profissionais, é formada uma cadeia de risco para a organização. Isso porque sem colaboradores comprometidos, os serviços prestados pela companhia perdem qualidade e logo os stackholders - acionistas, clientes internos e externos, além da sociedade não terão a mesma opinião sobre a companhia. O risco de perder espaço para a concorrência aumenta e as conseqüências são fáceis de imaginar.

10 - Se, porventura, durante o processo ocorra algum imprevisto que faça com que uma ação/programa precise ser ficar em "stand by" por determinado período, a melhor alternativa é a comunicação clara com os funcionários. Isso evitará que o processo caia no descrédito e a proposta seja retomada, sem chance de êxito.

 

*Patrícia Bispo
Formada em Comunicação Social - Habilitação em Jornalismo, pela Universidade Católica de Pernambuco/Unicap. Atuou durante dez anos em Assessoria Política, especificamente na Câmara Municipal do Recife e na Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco. Atualmente, trabalha na Atodigital.com, sendo jornalista responsável pelos sites: www.rh.com.br, www.portodegalinhas.com.br e www.guiatamandare.com.br.

 

Fonte: www.rh.com.br