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Síndrome da pressa prejudica desempenho de profissionais PDF Imprimir E-mail

Nove em cada 10 pessoas sofrem com as mais variadas formas de estresse. É o que afirma a Organização Mundial de Saúde (OMS), que alerta para as doenças relacionadas ao estresse, como problemas cardiovasculares, depressão, câncer e diabetes. A pressão no trabalho e o ritmo de vida acelerada podem desencadear o problema. "Até certo ponto o estresse é saudável ao organismo, mas em excesso prejudica a qualidade de vida", aponta o gestor de carreira Sidney Zenobio, da empresa de recursos humanos Gnetwork.

Zenobio explica que no ambiente de trabalho ninguém está escape a sofrer uma situação estressante. A cobrança por resultados, o excesso de atividades e até mesmo a necessidade de cumprir metas afetam o equilíbrio do corpo. "O ambiente de trabalho pode ser um dos grandes culpados pelo estresse de seus colaboradores. Em alguns casos alguns funcionários desenvolvem a chamada a Síndrome da Pressa, que prejudica o desempenho no trabalho e a vida pessoal do trabalhador", ressalta.

A síndrome torna o funcionário mais competitivo, agressivo e com desejo de produzir mais em menos tempo. O profissional fica com dificuldade de concentração e a criatividade é afetada devido ao imediatismo na hora de resolver os problemas. "As pessoas buscam resultados rápidos em todos os aspectos cotidianos, seja na vida pessoal ou no trabalho. Quem não sabe lidar direito com o tempo sofre mais, principalmente pela obrigação em cumprir prazos e horários", acrescenta.

Os médicos caracterizam a síndrome como um quadro permanente de ansiedade, que pode se transformar em sérias doenças. Estimativas apontam que pelo menos 30% dos trabalhadores no Brasil sofrem com o mal. "A cultura que prevalece nas empresas é a cobrança pela superação de limites, a necessidade de sempre fazer o melhor do melhor. O resultado são pessoas que se cobram em excesso para cumprir tudo o que é exigido, desencadeando o estresse", observa.

Quem sofre com a síndrome da pressa está em constante estado de alerta, irritado e impaciente. O acúmulo de atividades é um dos itens que devem ser observados no diagnóstico do problema. "O profissional não consegue se desligar das tarefas do trabalho. Quase nunca se permite ter algum momento de lazer e quando consegue separar um tempo para se divertir, não consegue aproveitá-lo da melhor forma", destaca.

Para ter uma melhor qualidade de vida e se livrar da síndrome da pressa, o tratamento mais eficiente é mudar a maneira de encarar as situações do dia a dia. "Não existe uma receita de bolo. Cada um tem que se analisar e ver o que está errado, se há algo em excesso ou faltando para alcançar o equilíbrio. Um bom funcionário não é o que produz mais e sim o que trabalha com qualidade e obtém resultados satisfatórios", enfatiza.

As empresas também têm que fazer a sua parte e oferecer um ambiente agradável para seus colaboradores. Ginástica laboral, jornada de trabalho reduzida e programas que valorizem o bem estar físico e psicológico dos profissionais reduzem os riscos do surgimento do problema. "Algumas pessoas necessitam inclusive de tratamento psicológico para aprender a conciliar o trabalho, a vida pessoal e o tempo. Dependendo da situação é necessário ainda afastamento do trabalho, mudança de hábitos e medicação", finaliza.


FONTE: TODA COMUNICAÇÃO, em www.rh.com.br - 16/2/2012.