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Sabatina - Fux: "Eu me preparei para isso a minha vida inteira" PDF Imprimir E-mail

Próximo ministro do STF defende Justiça mais célere e democratização no acesso aos tribunais; indicação foi aprovada pelo Senado nesta quarta

"O soldado que não quer chegar ao generalato merece ir embora do país"

Indicado para ocupar o posto de Eros Grau no Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux aproveitou a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, nesta quarta-feira, para defender um Judiciário mais célere e a necessidade de ampliar o acesso da população aos tribunais. “O acesso à Justiça depende essencialmente do direito à informação. É preciso colocar à disposição da população carente o instrumental jurídico”, disse Fux. Em plenário, o nome de Fux foi aprovado já na noite desta quarta-feira, com 68 votos a favor e 2 contra. A votação foi secreta.

Na CCJ, o discurso foi emotivo: o ministro disse que um juiz não pode se ater apenas ao texto frio da lei: “Justiça não é algo que se aprende, é algo que se sente”. A fala foi pontuada por citações da Constituição da Itália, feitas na língua pátria daquele país. Fux, que se aproximou dos senadores ao presidir a comissão de juristas que elaborou o projeto do novo Código de Processo Civil, reconheceu ter se empenhado durante toda a carreira para chegar ao Supremo.  “Eu me preparei para isso a minha vida inteira. O soldado que não quer chegar ao generalato merece ir embora do país”.

Battisti - Em sua fala aos senadores, o próximo ministro do Supremo não deu pistas de como se posicionará a respeito de temas controversos que voltarão à pauta do STF, como a questão da Ficha Limpa e o futuro do terrorista italiano Cesare Battisti, que teve a extradição pleiteada pelo governo da Itália e negada pelo ex-presidente Lula. Carioca de 57 anos, citou a família e intercalou frases em juridiquês com sentenças que parecem ter saído de livros de auto-ajuda, como “Deus permite o sofrimento para que nós possamos dar valor à nossa vida”.

Na parte incial da sabatina, a maioria dos senadores se limitou a elogiar a figura do ministro. A situação é comum em eventos desse tipo, que costumam ser mais parte do protocolo do que apresentar questionamentos jurídicos propriamente ditos. O curioso é que a sabatina começou sem a presença do próprio Fux. Embora estivesse no Senado, ele esperou o fim do elogioso texto de sua biografia lido pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) em plenário. Foi aplaudido.

 

Fonte: http://veja.abril.com.br